Segundo a Aston Martin, os resultados não contam toda a história — Pedro de la Rosa considera que o chassis de Newey é um carro capaz de ficar entre os cinco primeiros em algumas pistas
A Aston Martin parece ver o potencial do seu carro de Fórmula 1 de 2026 de forma mais positiva do que os resultados até agora sugerem. O embaixador da equipa, Pedro de la Rosa, explica que, em determinados cenários, o chassis poderá até figurar entre os cinco carros mais rápidos do pelotão.
A equipa de Silverstone está a fazer a transição para a nova era técnica da Fórmula 1, passando dos motores de clientes da Mercedes para um pacote de fábrica da Honda. Embora tenha havido progressos recentes em termos de fiabilidade, o novo motor continua a limitar o desempenho geral.
De la Rosa salienta que o verdadeiro desempenho do carro depende fortemente da pista em questão: «Penso que, em algumas pistas, poderíamos ser os quintos mais rápidos; noutras, poderíamos ficar significativamente mais atrás», afirma o espanhol. Ao mesmo tempo, deixa claro que a equipa não está satisfeita com a situação atual.
Atrasos no processo de desenvolvimento na Aston Martin
Também o especialista em aerodinâmica Adrian Newey, que é o principal responsável pelo novo projeto na Aston Martin, já tinha alertado desde cedo para atrasos no processo de desenvolvimento.
Segundo Newey, o novo modelo em túnel de vento do carro deste ano só pôde ser testado pela primeira vez em meados de abril de 2025, enquanto a maioria dos concorrentes teria começado o desenvolvimento muito mais cedo. Isto atrasou a equipa em cerca de quatro meses na fase de desenvolvimento e levou a um período de desenvolvimento muito comprimido.
Em Mónaco, a Aston Martin mostrou-se recentemente do seu lado mais difícil. A equipa teve de lidar com uma forte subviragem nas curvas lentas e não conseguiu resolver completamente o problema, mesmo com ajustes na configuração.
Análise pós-Mónaco em destaque
Ao mesmo tempo, o embaixador da equipa e antigo piloto de Fórmula 1, de la Rosa, salienta que Mónaco é um caso especial e que os dados têm agora de ser analisados exaustivamente. «Ficaria surpreendido se encontrássemos este nível de subviragem noutras pistas», afirmou o espanhol.
Ainda não se sabe se os problemas de Mónaco serão um caso isolado ou se apontam para um problema de equilíbrio mais profundo. A Aston Martin pretende aproveitar as próximas corridas para recolher e processar mais informações sobre o comportamento do carro em diferentes condições.






