terça-feira, janeiro 20, 2026
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Blog de viagem da Arábia Saudita: o país além do grande Rally Dakar

Além do Rally Dakar, a Arábia Saudita revela os seus tesouros silenciosos – entre antigas rotas de caravanas, túmulos rupestres e hospitalidade calorosa

O Rally Dakar 2026 foi um verdadeiro thriller até ao último minuto. Na classificação de motos, dois segundos decidiram a vitória – após quase 50 horas de tempo de condução avaliado! Incrível como este duelo entre Luciano Benavides e Ricky Brabec foi renhido.

Parabéns a Benavides e à KTM, que se impuseram após uma final emocionante. Brabec conduziu como um bicampeão do Dakar até ao seu erro decisivo. Foi um duelo ao mais alto nível.

Também na categoria automóveis, Nasser Al-Attiyah demonstrou mais uma vez a sua classe. Com a sua experiência e o seu sentido perfeito para o terreno e a velocidade, fez um rali impecável. Sem verdadeiros deslizes, sem pressa – simplesmente rotina ao mais alto nível.

O duelo entre a Dacia e a Ford promete continuar emocionante no futuro. A isso juntam-se a Toyota, a Century e a X-raid Mini. A classe Ultimate está em expansão. Tornou-se uma das categorias mais emocionantes do desporto motorizado.

O rali visitou a Arábia Saudita pela sétima vez. Eu próprio tive a oportunidade de visitar o país pela terceira vez na primeira semana. As minhas impressões confirmam-se sempre: as pessoas são incrivelmente simpáticas, abertas e curiosas em relação aos visitantes.

Fora do rali, nós, um pequeno grupo de viajantes, aproveitámos a oportunidade para conhecer melhor o país. A Arábia Saudita ainda não é um destino turístico muito procurado – felizmente. Assim, é possível conhecer o país de forma autêntica, com a sua história, cultura e modo de vida.

Yanbu: cidade portuária com 2.500 anos de história

O ponto de partida e chegada do rali foi Yanbu, uma cidade portuária no Mar Vermelho com cerca de 350.000 habitantes. A sua história remonta a mais de 2.500 anos: outrora uma importante base na rota das especiarias em direção ao Mediterrâneo, mais tarde uma escala de Lawrence da Arábia.

Hoje, Yanbu é o segundo porto mais importante do país, depois de Jidá. A cidade velha, com os seus edifícios históricos e o mercado tradicional, ainda hoje conta essa história agitada.

Mesmo fora da cidade, a história está presente a cada passo: encontramos os vestígios de um antigo mercado de caravanas – um local que antes era movimentado e hoje conta silenciosamente os dias passados.

E sim, os camelos realmente fazem parte da paisagem urbana aqui. Ao longo das autoestradas, placas alertam para a presença de animais a atravessar a estrada e, muitas vezes, é possível ver rebanhos inteiros a atravessar o deserto. Uma visão impressionante para nós, europeus.

De Yanbu, seguimos para Al-‘Ula.
Para quem se pergunta quanto custa um litro de gasolina na Arábia Saudita: cerca de 53 cêntimos. Com a viagem para norte, o clima também mudou – no Mar Vermelho, uns sufocantes 30 graus, em Al-‘Ula uns agradáveis 20 graus e, à noite, uns frescos 8 graus.
Al-‘Ula: túmulos rupestres e Património Mundial da UNESCO

Al-‘Ula conta a história de uma forma espetacular. As tumbas rupestres de Hegra, parte do Património Mundial da UNESCO, e a famosa Elephant Rock são testemunhos impressionantes de milénios passados.

Entre as antigas construções de barro da cidade velha, hoje em dia, uma avenida com cafés e pequenas lojas convida a uma pausa. É um local encantador, emoldurado por rochas monumentais e, portanto, um cenário impressionante.

A caminho da próxima etapa, chegámos a Ha’il, uma cidade oásis com cerca de 450 000 habitantes, que cresceu rapidamente nos últimos anos. No alto da cidade, ergue-se o Forte A’arif, do século XVII.
É construído em barro e foi recentemente aberto aos visitantes. A sua arquitetura parece simples em comparação com os castelos europeus, mas é fascinante. Recomenda-se vivamente o Museu Alsroor, um museu ao ar livre vivo que mostra de forma autêntica o estilo de vida tradicional da região. Aqui pode-se ver como o artesanato, a culinária e a comunidade moldaram a vida saudita ao longo de gerações.
A culinária também não ficou para trás. É claro que há tâmaras por toda parte. O meu destaque foi um prato tradicional de arroz com carne de camelo.

O norte da Arábia Saudita convida a uma visita. Nesta série de fotos, registrei algumas impressões. Desta vez, uma visita à capital Riade limitou-se ao aeroporto.
A metrópole moderna, com alguns arranha-céus, é o oposto do resto do país. Para mim, ficam não só as memórias de competições emocionantes, mas também de encontros intensos com um país em transformação. A Arábia Saudita surpreende pela sua diversidade, pelas suas pessoas e pelos momentos que ficam na memória. É exatamente isso que torna o Dakar tão especial para mim, ano após ano.

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