segunda-feira, agosto 31, 2026
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2028 na Colômbia? Mais uma vez, confusão em torno de uma corrida urbana da IndyCar

Mais uma vez, agitação em torno de uma corrida urbana da IndyCar — um presidente de câmara colombiano anuncia uma corrida a partir de 2028, da qual a série não quer saber de nada

A poeira do sucesso da corrida urbana em Washington D.C. ainda não assentou, e a série IndyCar volta a cair na fase das corridas alegadas, que no final podem nem sequer vir a concretizar-se. Alejandro Char, presidente da Câmara de Barranquilla, anuncia nos meios de comunicação colombianos uma corrida na sua cidade a partir de 2028. A IndyCar, porém, minimiza a situação.

Durante a apresentação de um projeto de infraestruturas junto ao rio Magdalena, Char anunciou, segundo uma reportagem da Revista Semana, que o acordo para uma corrida na metrópole está previsto para abril de 2028. O circuito deverá decorrer ao longo do passeio ribeirinho Gran Malecón.

Char refere-se a isto como um marco para a região e salienta que, com isto, a série voltaria a correr fora da América do Norte pela primeira vez desde São Paulo, em 2013. A reabilitação da antiga zona industrial junto à margem do rio deverá posicionar a cidade como destino para o turismo internacional e grandes eventos.

No entanto, a direção da Série IndyCar modera imediatamente as expectativas, afirmando que as notícias sobre um contrato já assinado são totalmente prematuras.

Afirmam receber regularmente pedidos para provas internacionais e, embora se tenham reunido com representantes de Barranquilla em Indianápolis, ainda não visitaram a própria cidade. Estão apenas no início de uma análise aprofundada e ainda estão muito longe de chegar a um acordo.

Controvérsias recorrentes em torno das corridas urbanas

Desde a reunificação em 2008, a IndyCar tem uma longa tradição involuntária de corridas urbanas que não conseguiram fixar-se no calendário. O facto de o circuito em Markham ainda nem estar pronto no primeiro dia é, neste contexto, uma história ainda mais inofensiva.

A história atual lembra de forma impressionante uma corrida fracassada no Rio de Janeiro. Também neste caso, o presidente da câmara anunciou uma corrida em novembro de 2018 que nunca chegou a realizar-se.

Já anteriormente, em 2015, a série IndyCar deveria ter corrido na capital brasileira, Brasília. A corrida estava planeada como abertura da época, estava confirmada no calendário e os bilhetes já tinham sido vendidos, antes de a corrida ter sido cancelada com apenas seis semanas de antecedência.

A Série IndyCar também não teve sorte em 2012 com uma corrida em circuito urbano em Qingdao, na China. A corrida em torno do Centro Olímpico de Vela também constava do calendário da IndyCar, mas teve de ser cancelada quando a época já estava em curso.

No mesmo ano, Michael Andretti tentou aproveitar o título de Ryan Hunter-Reay para organizar uma corrida urbana na cidade natal deste, Fort Lauderdale. Esses planos fracassaram porque não foi possível garantir o financiamento necessário.

O cancelamento mais espetacular — e provavelmente o maior escândalo da IndyCar dos tempos modernos — foi o Grande Prémio de Boston em 2016, em que o promotor desviou os fundos angariados. A IndyCar viu-se involuntariamente envolvida numa rede criminosa. O cancelamento da corrida teve consequências jurídicas que se prolongaram por seis anos.

A série investiu cerca de um milhão de dólares do próprio bolso para indemnizar os fãs lesados, que, mesmo assim, tiveram de recorrer à justiça por perdas financeiras — tal como outros investidores que tinham apostado na corrida. John F. Casey, que, na qualidade de diretor financeiro, desviou os fundos, foi condenado em 2022 a quatro anos de prisão por fraude, roubo de identidade, branqueamento de capitais e evasão fiscal.

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