A saída de talentos alemães e europeus para as universidades americanas tornou-se uma constante desde a celebração dos acordos NIL. As canteiras de talentos do continente vêem-se limitadas no seu modelo de negócio. O investidor de Ulm, Isaiah Hartenstein, mantém-se, no entanto, tranquilo.
Pela segunda vez, a estrela da NBA Isaiah Hartenstein visita nestes dias Ulm, o bastião do basquetebol no sul da Alemanha. Ainda no ano passado, o futuro campeão da NBA pelos Oklahoma City Thunder adquiriu participações no clube de Ulm. Objetivo: proporcionar aos maiores talentos da Europa uma transição ainda melhor para a NBA.
No segundo verão desde a sua entrada no clube, isso só foi possível de forma limitada. Embora quatro jogadores tenham atravessado o oceano, nenhum deles foi para a NBA. Alec Anigabta, Joel Cwik, Diego Garavaglia e Endurance Aiyamenkhue optaram, em vez disso, por ingressar na universidade, onde, graças aos acordos NIL, já é possível auferir salários da NBA.
Para o coproprietário do Ulm, Isaiah Hartenstein, isso não é, contudo, uma tragédia. Para alguns jogadores, a mudança para universidades norte-americanas seria, de facto, mais vantajosa — sobretudo financeiramente: «Para ser sincero, alguns deles nunca mais voltarão a ganhar tanto dinheiro depois disso.»
Em Ulm, não se tem apenas em vista o próprio interesse do clube, mas também o bem-estar do jogador, segundo Hartenstein: «Se encararmos o assunto apenas como um incómodo, não conseguiremos ver nada de positivo. Para nós, é sempre importante saber como podemos ajudar estes jovens jogadores, como podemos concretizar os seus sonhos», afirmou ele, promovendo vigorosamente a cidade como local de destino.
Hartenstein: Os talentos da NBA continuarão a vir para cá
Esta saída parcial de talentos é aceitável, precisamente porque não afeta todos os jogadores. Os jovens que nutrem ambições de chegar à NBA desde cedo devem continuar a preferir dar o salto pela Europa. «Em Ulm tem-se tudo o que é preciso. Joga-se contra adultos, joga-se na Eurocup, joga-se a alto nível.» Esses são, afinal, os fatores mais propícios a uma carreira na NBA. «E no que diz respeito ao dinheiro, provavelmente ganhará-se mais se ficar aqui e depois for para lá», afirma Hartenstein.
Afinal, o próprio pivô de 2,13 metros também percorreu esse caminho. Embora a alternativa da NCAA ainda não fosse tão presente naquela altura, Hartenstein optou conscientemente pelo caminho europeu e juntou-se ao Zalgiris Kaunas, na Lituânia, onde amadureceu como profissional.
A decisão de deixar a Alemanha marcou profundamente o atual compromisso de Hartenstein em Ulm. Naquela altura, a mudança para o estrangeiro era a única opção. Hoje, ele quer ajudar a mudar isso: «Não queríamos ir para o estrangeiro», esclarece. «Como jovens jogadores, não queríamos fazer isso. Mas não tínhamos outra escolha.»






