Depois de perder o título em 2025, Oscar Piastri fala sobre os erros do passado — o australiano explica por que uma rebelião não seria inteligente
A temporada de Fórmula 1 de 2026 já se aproxima, e para Oscar Piastri o ano começa com a derradeira corrida em casa, em Melbourne. Mas enquanto os fãs no Albert Park esperam pela primeira vitória de um australiano em casa, uma questão paira no ar: Piastri está pronto para deixar definitivamente de ser o número dois atrás do campeão mundial Lando Norris?
Retrospectiva de 2025: no final, Piastri ficou a apenas 13 pontos do título mundial. Um resultado amargo, já que ele sacrificou mais pontos ao longo da temporada devido a ordens da equipa do que os que lhe faltaram para conquistar o título. Mas quem espera um clamor ou uma revolução em Woking está enganado. O piloto de 24 anos mostra-se calmo e sereno como de costume antes do início da temporada.
«A rebelião não seria inteligente»
Quando questionado se, nesta temporada, ele precisa provar que não é mais um adjunto obediente, Piastri responde com a sua habitual análise: «Há muito por trás dessa pergunta. Vamos sempre correr no melhor interesse da equipa», esclarece ele numa conferência de imprensa.
Embora admita que na temporada passada «talvez nem sempre tenham sido tomadas as decisões perfeitas», ele enfatiza a ausência de qualquer má intenção. Para Piastri, o tema da emancipação não é, de qualquer forma, um fim em si mesmo: «Não tenho nada a provar. Certamente não vou desenvolver uma veia rebelde ou algo do género.» O seu argumento é puramente lógico, ao estilo de um engenheiro ao volante: «A maneira mais rápida de garantir que não se ganha um campeonato é trabalhar contra a própria equipa. Não seria uma jogada inteligente.»
Em vez disso, reuniram-se e otimizaram os processos para 2026. O «casal estranho»: Brown e Stella Um fator importante para o clima interno da McLaren é a dupla de líderes.
Enquanto Zak Brown é frequentemente visto como o gigante emocional do marketing — e foi alvo de críticas na Austrália após os incidentes do ano passado —, Andrea Stella é considerado o polo de calma. «A minha relação com o Zak é muito boa e tem-se fortalecido ao longo do tempo», defende Piastri o seu chefe. «Ele é divertido e é bom tê-lo por perto.» A combinação entre a motivação americana de Brown e a abordagem metódica de Stella funciona muito bem. «Como equipa, tivemos momentos difíceis no ano passado, como todas as equipas, mas acho que isso só fortaleceu a nossa relação.»
A incógnita: o novo regulamento
Em termos desportivos, Piastri enfrenta em 2026 o maior desafio da sua carreira até agora. O novo regulamento é um «reset» para todo o pelotão. Resta saber se ele conseguirá dar o próximo passo no seu desenvolvimento, mas os sinais são bons.
«É difícil dizer, porque ainda não começámos», afirma o piloto da McLaren.
«Muito do que aprendi nos últimos anos é transferível, mas os desafios e as mudanças no estilo de condução são bastante diferentes de tudo o que vimos até agora.» No entanto, o processo continua o mesmo: «Estou confiante de que posso dar mais um passo em frente.»
O sonho da vitória em casa
E depois há a questão do troféu no domingo. Uma vitória na abertura da temporada em Melbourne seria o coroamento para o rapaz do bairro. «Se ganhasse um dólar por cada vez que me perguntam isso, seria, bem, alguns dólares mais rico», brinca.
«Todos os pilotos querem vencer a corrida em casa. O facto de ser a abertura da temporada traz uma grande incógnita. Eu ficaria feliz em vencer aqui. Se tivermos o carro para isso — e mesmo que não tenhamos — vou dar o meu melhor.»






