Tribunal concede mais de 12 milhões de dólares à McLaren. Alex Palou considera as exigências «totalmente exageradas» e refere-se ao seu sucessor, Piastri
O litígio entre a McLaren e Alex Palou atingiu um novo ponto alto.
Um tribunal britânico concedeu à equipa uma indemnização de mais de 12 milhões de dólares. O objetivo é compensar as perdas comerciais causadas pela quebra de contrato por parte de Palou. O espanhol não cumpriu um acordo para pilotar pela McLaren e, em vez disso, permaneceu na sua equipa, a Chip Ganassi Racing. À primeira vista, a decisão parece uma vitória clara para a McLaren.
Mas a reação da parte contrária revela toda a complexidade do caso. O CEO da McLaren, Zak Brown, descreveu o resultado como «totalmente adequado». Ele enfatizou que foi demonstrado ao tribunal que todas as obrigações contratuais foram cumpridas. «Agradecemos ao tribunal por reconhecer o impacto comercial significativo», disse Brown.
Palou responde
Alex Palou apresenta uma imagem completamente diferente na sua declaração. Segundo ele, o tribunal rejeitou totalmente as reivindicações iniciais da McLaren relativas à Fórmula 1, no valor de quase 15 milhões de dólares. A decisão mostra que as reivindicações eram «totalmente exageradas».
Ele está desapontado por ter de pagar qualquer indemnização. «Eles não sofreram qualquer perda com o que ganharam com o piloto que me substituiu», é a sua acusação mais dura. Uma clara alusão ao australiano Oscar Piastri.
Foi proferida uma decisão no caso McLaren Racing contra Palou. A McLaren recebeu mais de 12 milhões de dólares em indemnizações.
Declaração de Palou: pic.twitter.com/kl90FqqWE5— Jenna Fryer (@JennaFryer) 23 de janeiro de 2026
Piastri, que assumiu o cockpit, quase se tornou campeão de Fórmula 1 no ano passado. O argumento de Palou: em termos desportivos e comerciais, a McLaren saiu a ganhar com a mudança.
Ele próprio, após o acordo ter fracassado, tornou-se várias vezes campeão da IndyCar, o que também explica por que a McLaren estava tão interessada nele na altura.
Ironia especial: o caso Piastri
O caso Piastri confere ao caso uma ironia especial. Piastri, por sua vez, esteve envolvido num litígio semelhante. Como júnior da Alpine, ele assinou com a McLaren nos bastidores, embora a Alpine acreditasse ter um contrato válido com ele. O caso também foi levado ao Contract Recognition Board (CRB) da FIA. O tribunal arbitral decidiu a favor da McLaren. A escuderia lucrou com o facto de um piloto ter quebrado um acordo com uma equipa para se transferir para ela. Uma circunstância altamente controversa.
A McLaren processou Palou com sucesso por exatamente esse motivo, ganhando uma indenização na casa dos milhões. O caso ganhou ainda mais destaque devido a um nome que Palou mencionou explicitamente. Ele agradeceu a Otmar Szafnauer por seu «apoio profissional».
A Fórmula 1, um tanque de tubarões
Na altura, Szafnauer era o chefe de equipa da Alpine e perdeu o seu piloto estrela, Piastri, para a McLaren. O facto de agora aconselhar Palou na luta contra a McLaren fecha um círculo cheio de hostilidades políticas desportivas. O próprio Palou anunciou que irá analisar as suas opções legais.
O caso destaca as práticas contratuais implacáveis da Fórmula 1 moderna. As equipas protegem cada vez mais agressivamente os seus investimentos em jovens pilotos. No entanto, a decisão também mostra que nem todas as exigências astronómicas são válidas sem restrições num tribunal ordinário.






