A UEFA planeia uma reforma da Liga das Nações e das eliminatórias para o Euro, que irá virar completamente o sistema atual de cabeça para baixo.
«Os novos formatos irão melhorar o equilíbrio desportivo, reduzir o número de jogos sem importância e oferecer aos adeptos uma competição mais atrativa e dinâmica», prometeu o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, após a reunião do Comité Executivo em Istambul, relativamente às reformas previstas na Liga das Nações e nas eliminatórias para o Euro.
Mas o que é que vai mudar concretamente? A reunião do Comité Executivo decidiu ajustar a divisão das ligas, bem como o calendário de jogos. A característica mais marcante é, sem dúvida, a abolição da Liga D. Atualmente, as 55 equipas disputam quatro ligas; doravante, serão apenas três ligas — ou seja, A, B e C.
As Ligas A e B serão compostas por 18 equipas, enquanto a Liga C, a divisão mais baixa, contará com 19 equipas.
Em vez de colocar quatro equipas num grupo, as ligas serão, em princípio, divididas em três grupos de seis. Apenas na Liga C haverá um grupo com sete equipas. Cada liga é, portanto, composta por três grupos de seis equipas cada, que disputarão seis jogos contra cinco adversários diferentes. Quatro jogos serão disputados contra quatro nações diferentes de outros potes, a que se juntam um jogo em casa e um fora de casa contra um adversário do próprio pote.
As eliminatórias para o Euro devem tornar-se mais atrativas
Mas não é só a Liga das Nações que vai mudar; também as eliminatórias para o Campeonato da Europa têm de se adaptar às novidades. A UEFA pretende tornar a competição novamente mais atrativa e, para tal, concebeu também um novo formato. Embora se inspire na Liga das Nações, este apresenta grandes semelhanças com as competições europeias de clubes.
As 36 equipas das Ligas A e B da Liga das Nações formam a Liga 1 nas eliminatórias e serão inicialmente distribuídas por três potes de sorteio. Em seguida, haverá um sorteio em que as equipas serão distribuídas por três grupos – cada grupo contará, portanto, com doze países. Estas não jogarão todas contra todas, mas sim de forma análoga à fase de ligas da Taça da Europa: cada equipa terá de disputar um total de seis jogos contra seis adversários diferentes – dois de cada grupo de sorteio.
Os três vencedores de grupo da Liga 1 qualificam-se diretamente para o Euro, enquanto as restantes vagas serão decididas através de play-offs. Nos play-offs participarão também as equipas da Liga 2, que serão compostas por equipas da Liga C da Liga das Nações e cujo calendário será organizado de forma análoga ao da Liga 1.
A UEFA continua a trabalhar nos ajustes finais
Entretanto, a UEFA mantém o conceito das eliminatórias de promoção e despromoção, bem como o formato para os quartos de final. No entanto, o novo formato deverá ser aperfeiçoado nos próximos meses, antes de ser apresentado para aprovação final na próxima reunião do Comité Executivo em setembro, de acordo com o plano da UEFA. A aprovação é considerada uma mera formalidade.
Ceferin fez questão de salientar que nem tudo está ainda definido. «Talvez os jogos de qualificação possam ter um formato diferente», disse o esloveno, prometendo: «Não haverá jogos adicionais, mas sim um formato mais interessante. Estamos a pensar nisso neste momento.» Também se está a ponderar a expansão da fase final, passando das atuais 24 para 32 equipas. Ceferin não quis, de qualquer forma, excluir essa possibilidade: «O número de equipas participantes e o número de jogos são provisórios e podem, portanto, sofrer alterações.»
A partir de quando entrarão em vigor as novas regras após a aprovação? As alterações deverão entrar em vigor após o Campeonato Europeu de Futebol Masculino de 2028, na Grã-Bretanha e na Irlanda. No entanto, esta fase final será definitivamente disputada com apenas 24 equipas.






