Watzke sobre Infantino: «Ele devia sair. Sem qualquer tipo de condição»

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A pressão sobre Gianni Infantino aumenta. Na sequência do presidente da DFB, Bernd Neuendorf, agora também o presidente da Liga, Hans-Joachim Watzke, exige a saída do suíço do cargo de presidente da FIFA — e fá-lo com palavras muito claras.

Recentemente, o presidente da DFB, Bernd Neuendorf, distanciou-se muito claramente do presidente da FIFA, Gianni Infantino, e exigiu o fim do seu «sistema». «A relação de confiança com Gianni Infantino, com esta direção da FIFA, está, naturalmente, abalada», afirmou ele à RTL/ntv à margem das reuniões do Comité Executivo da UEFA e do Conselho da FIFA, em Salónica, na Grécia. Agora, o presidente da liga, Hans-Joachim Watzke, também se pronunciou — e exigiu igualmente a destituição do suíço.

«Ele deve sair. Sem qualquer tipo de condição», afirmou Watzke no «Big Bang KI Festival», em Berlim. O dirigente de 67 anos apresentou ainda três razões pelas quais Infantino já não é aceitável. Por um lado, a atribuição do chamado «Prémio da Paz da FIFA» ao presidente dos EUA, Donald Trump, na véspera do Mundial; por outro, a suspensão da proibição imposta ao avançado norte-americano Folarin Balogun durante o Mundial de Futebol, o que causou grande agitação e críticas. E, claro, há também o plano de Infantino, que acabou por ser retirado, de vender os direitos do Mundial por uma quantia de milhares de milhões a investidores privados do círculo de Trump.

Segundo Watzke, este último ponto teria sido «completamente descabido», sobretudo porque todo o plano tinha sido elaborado apenas num círculo restrito. «Ninguém sabe disso, os seus vice-presidentes na FIFA não sabiam de nada, o Conselho não sabia de nada», afirmou Watzke, cujas palavras têm peso. Afinal, o homem de 67 anos faz parte do Comité Executivo da UEFA e é também presidente do Borussia Dortmund, vice-presidente da DFB, presidente do Conselho de Supervisão da Bundesliga e presidente da Liga da Bundesliga e. V.

Ele deixou ainda claro que um Campeonato do Mundo de Futebol não precisa, de qualquer forma, de investidores privados, uma vez que corre «como água». «Por que razão se querem investidores? Não são de todo necessários. A FIFA tem uma enorme fortuna, que na verdade nos pertence a nós, às federações nacionais, e para que servem então os investidores? Por que razão haveria de lhes dar 20, 30 por cento, se o negócio corre bem?»

A pressão sobre Infantino continua forte

Desde que os planos de Infantino relativos aos investidores vieram a público, o presidente da FIFA tem estado sob enorme pressão, e o facto de esses planos terem entretanto sido abandonados também não o ajudou. O suíço encontra-se na maior crise dos seus mais de dez anos de mandato, mas continua a agarrar-se ao cargo e pretende candidatar-se à reeleição em 2027. Resta saber se será reeleito, sobretudo porque existe grande resistência na Europa. As vozes críticas não vêm apenas da Alemanha; também as federações de França, Itália e Países Baixos já se posicionaram contra Infantino.

Infantino enfrenta também dificuldades por parte da Inglaterra. Assim, Debbie Hewitt, presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA) e vice-presidente da FIFA, instou o suíço, numa carta, a divulgar documentos relacionados com o seu plano de investimento abandonado para o Campeonato do Mundo, bem como com o levantamento da suspensão do avançado norte-americano Folarin Balogun. É o que relata a agência de notícias Reuters, citando uma fonte da FA. A próxima reunião do Conselho da FIFA está marcada para 15 de outubro.

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