Max Verstappen volta a criticar as novas regras da Fórmula 1 e afirma que já tinha previsto os problemas atuais em 2023
Max Verstappen reiterou as suas críticas às novas regras da Fórmula 1. O campeão mundial afirma que os problemas atuais não são nenhuma surpresa para ele. Após a abertura da temporada na Austrália, muitos responsáveis terão reconhecido o que ele quer dizer — mas, para Verstappen, esta evolução já era previsível há muito tempo.
O piloto da Red Bull salienta que já tinha abordado os problemas numa fase inicial. «Isso já estava claro há muito tempo», diz Verstappen. «Já em 2023 eu disse que isto iria acontecer.» Muitos responsáveis conheciam os riscos, explica ele. No entanto, alguns esperavam que as regras funcionassem melhor na prática do que o esperado.
Os pilotos não estão a gostar das corridas
Verstappen vê um problema central no chamado «Jojo-Racing», que surge devido à gestão de energia. A intensidade com que este fenómeno se manifesta depende, no entanto, também da pista em questão.
Apesar disso, o holandês acredita que a situação atual não é divertida para muitos pilotos. «Se perguntarmos aos pilotos, não creio que alguém esteja realmente a gostar disto neste momento», afirma.
Verstappen considera particularmente crítico o facto de o sistema atual alterar o estilo de condução dos pilotos. Quem conduz de forma particularmente agressiva consome mais bateria — e fica, assim, basicamente em desvantagem.
«Os pilotos mais rápidos são normalmente aqueles que passam mais tempo a acelerar», explica Verstappen. No entanto, é precisamente isso que, atualmente, funciona contra eles. «Quanto mais cedo voltares a acelerar e quanto mais tarde travares, pior é para a bateria.»
Alterações durante a época são difíceis
Segundo Verstappen, é difícil fazer alterações de última hora ao regulamento. Ajustes mais significativos só poderiam ser implementados, na melhor das hipóteses, na próxima época. Para este ano, trata-se mais de encontrar soluções de menor dimensão.
«Neste momento, temos simplesmente de tentar voltar a atingir velocidades máximas razoavelmente normais», afirma. Uma possibilidade seria reduzir a percentagem de potência elétrica.
Tecnicamente, tal adaptação seria relativamente fácil de implementar. «Não é possível obter mais potência do motor de combustão», explica Verstappen. «Mas é claro que se pode reduzir a potência proveniente da bateria.» Isso permitiria aos pilotos conduzir de forma mais natural, sem terem de tirar constantemente o pé do acelerador.
Dificuldade em chegar a um consenso no paddock
No entanto, um problema continua a ser a necessidade de consenso no paddock. Nem todas as equipas e pilotos consideram que haja uma necessidade urgente de agir. «Alguns estão satisfeitos com as regras, porque neste momento estão na frente», diz Verstappen.
Apesar disso, ele acredita que as alterações seriam do interesse do desporto. «Quando se viu como os pilotos saíram dos carros após a corrida na Austrália — sinceramente, não vi muitos rostos felizes.»






