Depois de o Manchester City ter batido o recorde de transferência inglês há apenas algumas semanas com a contratação de Elliot Anderson, este recorde já é história. O Chelsea vai, de facto, pagar ao Aston Villa a quantia astronómica de 137 milhões de euros pelos serviços de Morgan Rogers.
Já se previa há algum tempo, mas agora o negócio está fechado. Morgan Rogers deixa o Aston Villa e assina pelo Chelsea FC. O jogador de 23 anos assinou em Stamford Bridge um contrato de longo prazo válido até 30 de junho de 2033.
«Para mim, o Chelsea é o maior clube de Londres e um clube que admiro desde a minha infância», afirma o internacional inglês no Mundial (sete jogos, duas assistências) no comunicado do Chelsea a anunciar a conclusão da transferência. «Estou muito entusiasmado com o projeto do novo treinador, com os jogadores e com a forma como o clube se vai desenvolver. É por isso que estou aqui e mal posso esperar para começar.»
Os clubes não divulgaram informações oficiais sobre o valor da transferência, mas este é bastante significativo. Recentemente, o The Athletic, entre outros, noticiou que o Chelsea FC pagou a quantia astronómica de 137 milhões de euros pela contratação — um novo recorde para um jogador inglês. Com isso, Elliot Anderson terá sido o jogador com a transferência mais cara da Premier League por pouco tempo; há cerca de três semanas, o Manchester City desembolsou cerca de 135 milhões de euros pela contratação do seu novo reforço.
Triunfo na Liga Europa como coroamento
Ainda enquanto Rogers se preparava com os Three Lions para o jogo pelo 3.º lugar contra a França no Mundial, os Blues chegaram a acordo com o Aston Villa quanto às condições da transferência. Com isso, o Chelsea levou a melhor também sobre o rival da cidade e campeão, o Arsenal, que também terá demonstrado interesse no jogador de 23 anos.
Rogers tinha-se transferido do Middlesbrough para Birmingham na primavera de 2024, onde já no seu primeiro ano se tinha tornado internacional sénior. Entretanto, o avançado disputou 22 jogos pela seleção inglesa — sete dos quais na fase final do Mundial de 2026.
Pelo Aston Villa, por sua vez, Rogers somou 125 jogos em dois anos e meio (31 golos, 29 assistências). Na época que acabou, com três golos e cinco assistências, teve um papel fundamental no triunfo do Aston Villa na Liga Europa, que, com uma vitória por 3-0 sobre o SC Freiburg — incluindo um golo e uma assistência de Rogers —, conquistou pela primeira vez na história do clube um título internacional.
O facto de o Villa, quarto classificado da Premier League, se ter qualificado diretamente para a Liga dos Campeões também esteve associado às excelentes exibições do avançado, que pode jogar tanto nas alas como no meio-campo ofensivo. Rogers marcou dez golos e fez sete assistências na época de 2025/26 na primeira divisão inglesa.
Sem futebol internacional com o Chelsea
Após cerca de um ano e meio sob o comando do bem-sucedido treinador Unai Emery, Rogers passará agora a receber as instruções de Xabi Alonso, que assumiu oficialmente o cargo nos «Blues» a 1 de julho. Para o Chelsea, que terminou a época passada num decepcionante 10.º lugar da tabela, o novo reforço aceita até mesmo uma época inteira sem futebol internacional.
O clube do oeste de Londres, por seu lado, envia um claro sinal de confiança através do enorme valor da transferência — e, ao mesmo tempo, faz de Rogers a transferência mais cara da história do clube, superando o valor recorde anterior pago por Enzo Fernández (121 milhões de euros ao Benfica de Lisboa, no inverno de 2023). O recorde da Premier League continua, no entanto, a ser detido por Alexander Isak, pelo qual o FC Liverpool pagou 144 milhões de euros ao Newcastle United no ano passado.






