A Cadillac estreia-se com motor e transmissão da Ferrari, mas renuncia a utilizar todas as peças permitidas: Pat Symonds revela os motivos
A Cadillac ainda não utiliza a sua própria unidade de propulsão na sua estreia na Fórmula 1, que só deverá chegar na temporada de 2029, mas, por enquanto, utiliza o motor e a transmissão da Ferrari. No entanto, a equipa americana renuncia a utilizar tantas peças quanto as regras técnicas permitiriam.
A título de comparação: a segunda equipa cliente da Ferrari no campo, a Haas, utiliza no VF-26 até mesmo suspensões, direção e volante de Maranello. Para a Cadillac, porém, isso não era uma opção, enfatiza Pat Symonds, consultor técnico da equipa.
«O que talvez tenhamos feito de forma um pouco diferente da última equipa nova que entrou, por exemplo, é que acreditamos firmemente que devemos tomar o nosso destino nas nossas mãos e que somos uma equipa de fábrica», afirma o britânico, referindo-se à equipa Haas. «Seremos uma equipa de fábrica.»
«Portanto, se olhar para o nosso carro, verá que não compramos simplesmente todos os componentes que podíamos», salienta Symonds. «Decidimos que, uma vez que utilizamos o motor Ferrari, também adotaríamos a caixa de velocidades Ferrari, mas não compramos toda a traseira, como talvez outros tivessem feito.»
Decisão importante para progredir
«Achámos que precisávamos de construir a nossa própria caixa de velocidades, a nossa própria suspensão traseira e assim por diante.» No entanto, o regulamento técnico da categoria rainha teria permitido adotar e utilizar as peças da Ferrari.
«Embora haja uma série de peças que ainda poderiam ser adquiridas legalmente, decidimos não o fazer», reitera o experiente engenheiro de Fórmula 1, explicando: «Acho que é muito importante compreender a filosofia por trás do nosso próprio design se quisermos progredir.»
Tendo em conta que a Cadillac planeia desenvolver o seu próprio sistema de transmissão e pretende separar-se completamente da Ferrari na temporada de 2029, esta decisão é crucial, segundo Symonds. «É difícil desenvolver o design filosófico de outra pessoa sem compreender todas as nuances associadas.»






