O chefe da equipa Williams, James Vowles, espera uma rápida clarificação na disputa sobre compressão — a Red Bull, porém, não vê isso como uma mera questão secundária
No meio do acalorado debate sobre a taxa de compressão do motor Mercedes, James Vowles mostra-se demonstrativamente calmo. O chefe da equipa Williams espera uma solução rápida e considera o assunto superestimado.
«Acho que há um mal-entendido sobre a real importância disso», diz Vowles, cuja equipa Williams utiliza motores Mercedes. «Para mim, sinceramente, é apenas barulho. Acho que isso estará resolvido nas próximas 48 horas.»
No paddock, especula-se que o motor Mercedes atinge uma taxa de compressão mais elevada durante a condução do que os 16:1 oficialmente permitidos em testes estáticos. Dependendo da interpretação, a vantagem pode variar entre alguns cavalos e até 20 ou 30 cavalos. Uma coisa é certa: os rivais exigem clareza e, em caso de dúvida, uma proibição.
Williams afetada como cliente da Mercedes
A Williams, como equipa cliente, aposta na unidade de potência da Mercedes. Por isso, acompanha atentamente a discussão. Já há uma semana, o seu protegido Carlos Sainz tinha chamado a atenção mais para a Red Bull, que, na sua opinião, tem o melhor motor.
«Não estamos stressados, independentemente do rumo que as coisas tomem, mas precisamos de clareza», afirma Mekies. Especialmente numa nova era de regulamentos, mesmo uma vantagem de um ou dois décimos de segundo pode ser decisiva.
A disputa sobre a taxa de compressão há muito que deixou de ser uma questão puramente técnica. Faz parte do jogo político no paddock, onde cada detalhe se torna uma potencial vantagem competitiva. Resta saber se o assunto será realmente resolvido em 48 horas, como prevê Vowles.






