terça-feira, maio 26, 2026
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É por isso que Allegri fracassou no seu segundo mandato no Milan

O que começou por ser uma tentativa de conquistar o Scudetto acabou por se traduzir num 6.º lugar – após uma queda colossal. Isso, aliado a outros aspetos menos evidentes, custou agora o cargo ao treinador Massimiliano Allegri, que acabara de regressar. O seu novo destino poderá estar no sul.

A partir de uma chuva de vaias logo na 1.ª jornada, na surpreendente derrota por 1-2 frente ao recém-promovido Cremonese, os responsáveis do AC Milan tiraram as conclusões certas — em primeiro lugar, Massimiliano Allegri, que regressara ao banco de treinador apenas no verão passado.

A partir daí, o treinador de 58 anos conduziu a sua equipa, liderada por Luka Modric e pela contratação de inverno Adrien Rabiot, a uma série de 21 jogos sem derrotas no campeonato — o título chegou mesmo a estar ao alcance da mão. Precisamente porque os Rossoneri pareciam entrosados e sempre descansados, na sequência do catastrófico 8.º lugar na época de 2024/25, sem bilhete para a Europa.

Após a última jornada e a amarga derrota por 1-2, depois de terem estado a ganhar por 1-0, frente ao Cagliari Calcio, que se encontrava numa zona neutra, os milaneses chegaram, no entanto, novamente a um ponto baixo, que culminou na demissão de Allegri e na saída do diretor desportivo Igli Tare, bem como do CEO Giorgio Furlani.

Quedas após o título do Milan

Após apenas um ano, os caminhos separaram-se novamente do artífice do título de 2010/11, também porque o clima interno, nomeadamente com o consultor do clube e lenda do clube Zlatan Ibrahimovic, já se tinha arrefecido há muito, segundo relatos da imprensa – incluindo discussões acaloradas.

Além disso, o renomado ataque liderado por Rafael Leão ou pelo «triste e desamparado» Christian Pulisic nunca fez jus à sua reputação, vacilou enormemente no final da época, com apenas um golo marcado entre a 31.ª e a 35.ª jornada, e deixou regularmente na mão a defesa, que na verdade era estável, liderada pelo guarda-redes Mike Maignan.

Após a mudança radical na direção — apenas o proprietário Gerry Cardinale, o consultor e ícone do clube Ibrahimovic e, eventualmente, também o presidente Paolo Scaroni, responsável pelo projeto do novo estádio, poderão permanecer —, o orgulhoso clube tradicional da cidade da moda, Milão, encontra-se mais uma vez numa enorme pilha de escombros.

E, após o fracasso dos treinadores Paulo Fonseca, Sérgio Conceição e Allegri (balanço de 22 vitórias, dez empates e dez derrotas em 42 jogos oficiais), tem de apresentar novamente uma solução, incluindo uma nova equipa de dirigentes. De preferência, uma solução de renome, para acalmar rapidamente, ao longo do verão, o ambiente extremamente tenso com os milanistas, que ultimamente têm-se mostrado regularmente furiosos.

Ao sucessor de Allegri espera-o, pelo menos, a Liga Europa como palco europeu. Será que isso é suficientemente aliciante para um treinador verdadeiramente de renome? O tempo o dirá. Seja como for, o antigo habitué e vencedor da Liga dos Campeões (sete títulos na competição de elite – o último em 2006/07) chegou a mais um ponto baixo de uma era recente já marcada por reveses. Particularmente amargo, porque muitos viam o Milan em ascensão após o Scudetto de 2021/22 sob o comando de Stefano Pioli — na altura ainda com um Ibrahimovic em atividade.

A «catástrofe», o «desastre», o «fracasso» do Milan

A realidade, porém, é de escárnio e zombaria — sobretudo por parte da imprensa nacional, onde se leu sobre «catástrofe», «desastre» e «fracasso». A Gazzetta dello Sport foi mesmo muito clara após a derrota contra o Cagliari: «O Milan consegue desperdiçar a mais fácil de todas as oportunidades e despede-se da sua única e verdadeira meta da temporada da forma mais triste, dolorosa e culpada. A música acabou, os amigos vão-se embora. E com eles os milhões da Liga dos Campeões. Será a Liga Europa — e isso é uma blasfémia futebolística para uma equipa que, desde a 4.ª jornada, esteve sempre entre os quatro primeiros lugares.»

O próprio Allegri, por outro lado, poderá sair-se bem, uma vez que há semanas — ou seja, muito antes do colapso da direção do Milan — é considerado candidato ao cargo de novo treinador da seleção italiana, bem como a solução preferida do presidente Aurelio de Laurentiis para suceder a Antonio Conte no SSC Nápoles.

Entretanto, Ibrahimovic deverá, na sua função de consultor, ajudar a procurar, encontrar e apresentar o novo treinador. De acordo com relatos da imprensa italiana, o clube prefere uma solução moderna como Cesc Fàbregas, o treinador do Como, que, em três anos, levou o clube surpresa da Série B à Liga dos Campeões, ultrapassando o Milan, com um futebol proativo e ofensivo.

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