terça-feira, julho 21, 2026
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Contexto da transferência recorde: como o Chelsea pode garantir a contratação de Rogers

Próximo recorde na Premier League: a iminente transferência de Morgan Rogers para o Chelsea tem consequências — também para o Aston Villa e a sua nova contratação, Johan Manzambi. E para o campeão Arsenal, que mais uma vez fica de mãos vazias.

O eco da transferência recorde na Premier League envolvendo um jogador inglês ainda não se dissipou totalmente, quando surge já a próxima notícia bombástica: Após a transferência de Elliot Anderson, por 135 milhões de euros, do Nottingham Forest para o Manchester City, surge agora o próximo internacional dos «Three Lions» a juntar-se a um novo clube: o Chelsea FC deverá desembolsar o equivalente a 137 milhões de euros para trazer Morgan Rogers do Aston Villa para Londres.

Chelsea em vez da Liga dos Campeões

Nesta segunda-feira, pouco depois do regresso dos «Three Lions» do estrangeiro, o jogador de 23 anos — que ainda tinha dado a assistência para o 1-0 contra a Argentina na meia-final, antes de a desgraça, do ponto de vista dos ingleses, seguir o seu curso — é esperado para realizar exames médicos no centro de treinos de Cobham. Em seguida, deverá ser anunciada a transferência para a capital, mas não para o campeão FC Arsenal — cuja oferta de 90 milhões foi claramente superada —, mas sim para o Chelsea. O que torna isto particularmente curioso é o facto de o Arsenal e o Villa disputarem a Liga dos Campeões, enquanto o Chelsea não está representado em nenhuma competição internacional.

Por conseguinte, devem ter existido outras boas razões para Rogers, para além das presumíveis vantagens financeiras, nomeadamente as perspetivas no meio-campo e, acima de tudo, a presença de Xabi Alonso como treinador e figura de proa incontestável em Stamford Bridge. No Arsenal, que já tinha ficado de fora na contratação de Sandro Tonali (agora no Tottenham), o meio-campo conta com Declan Rice, Martin Ödegaard e outros jogadores de alto nível; no Chelsea, não só se profere a saída de Cole Palmer (possivelmente um regresso ao Manchester City), como também a de Enzo Fernández.

É para preencher este vazio que Rogers deverá chegar como solução imediata, sobretudo porque o referido Xabi Alonso convenceu definitivamente os dirigentes do Chelsea, com a sua influência, quanto ao valor da transferência e à contratação. No entanto, trata-se de uma transferência que levanta a questão de saber como é que foi autorizada, uma vez que os «Blues» estão sujeitos a restrições rigorosas, depois de terem sido mais uma vez punidos pela FA por irregularidades no passado, numa aplicação rigorosa das regras do Fair Play Financeiro.

Mas a FA também concede lacunas que o Chelsea volta a aproveitar, pois, devido à duração extremamente longa do contrato de Rogers — seis anos, com opção de prolongamento para sete —, volta a aplicar-se o artifício da amortização prolongada desta transferência, pelo menos ao longo de cinco anos do prazo do contrato. A isto juntam-se as vendas garantidas de Marc Cucurella ao Real Madrid e de Andrey Santos ao Manchester United, ambas somando mais de 110 milhões de euros, bem como as possíveis vendas de Palmer e Fernandez.

Que tipo de jogador é que o atual campeão mundial de clubes ganha com Rogers? Na época passada, marcou 14 golos e fez doze assistências em todas as competições, tendo ainda sido distinguido como Jogador da Época da Liga Europa. Venceu esta competição com uma vitória por 3-0 na final contra o Friburgo.

No Campeonato do Mundo, muitos contavam com ele, que pode jogar como número 10 e na ala, no onze inicial, mas o treinador da Inglaterra, Thomas Tuchel, deu na maioria das vezes preferência a Jude Bellingham, o que, afinal, se revelou uma escolha acertada. No entanto, o facto de Rogers poder ser considerado um concorrente sério do ex-jogador do Dortmund diz muito sobre ele.

Não é só Rogers que deixa uma lacuna

Rogers não é, de facto, a única perda importante do Villarreal. O treinador Unai Emery levou o clube a três classificações consecutivas entre os seis primeiros e a um título da Liga Europa. No entanto, agora terá de proceder a uma reestruturação abrangente, uma vez que a saída de Rogers surge na sequência da venda de Youri Tielemans ao Manchester United.

O médio defensivo Amadou Onana vai perder, pelo menos, a primeira metade da época, depois de o belga ter sofrido uma grave lesão no joelho durante o Mundial. Os primeiros passos para a construção de um novo quebra-cabeças no Villa Park foram a contratação do médio do Wolves, João Gomes, que desceu de divisão, e agora, sobretudo, do suíço Johan Manzambi.

O Villa paga ao SC Freiburg um valor recorde para o clube de até 68 milhões de euros e, ao mesmo tempo, arrebata-o do Newcastle. Emery considera que Manzambi, devido à sua classe e flexibilidade tática, está preparado para preencher ambas as lacunas deixadas por Tielemans e Rogers. Caso Emery tivesse dúvidas quanto ao potencial de Manzambi, este conseguiu dissipá-las também na Liga Europa.

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