Tal como se previa, o SSC Nápoles terá de procurar um novo treinador. Ainda na noite seguinte ao último jogo da época, a notícia foi oficialmente confirmada: Antonio Conte deixa o clube.
Embora o capítulo de Antonio Conte em Nápoles tenha durado apenas dois anos, pode ser considerado, no geral, uma passagem bem-sucedida — com exceção do fraco desempenho na Liga dos Campeões 2025/26 (30.º lugar).
O treinador, natural de Lecce, no sul de Itália, tinha acabado por dar uma reviravolta no campeão de 2023, após a pior época de um detentor do título na história da Serie A até à data, e levou-o de volta ao topo para conquistar o Scudetto logo no seu primeiro ano, o quarto do clube tradicional.
«Foi uma honra»
Após o vice-campeonato agora conquistado, juntamente com o bilhete para a Liga dos Campeões — que o próprio Conte nem sempre apreciou muito —, o treinador de 56 anos põe um ponto final na sua carreira. Já nas suas passagens anteriores pelo Tottenham (2021 a 2023), Inter (2019 a 2021), Chelsea (2016 a 2018), na seleção italiana (2014 a 2016) e na Juventus (2011 a 2014), ele não era conhecido por se manter por muito tempo nos mesmos clubes.
«Foi uma honra treinar um clube tão prestigiado como o SSC Nápoles», afirmou Conte após o último jogo da época, a vitória por 1-0 sobre o Udine no Estádio Diego Armando Maradona, tendo já agradecido exaustivamente aos adeptos durante a volta de honra.
Nas suas declarações, Conte também revelou alguns segredos e contou que já tinha comunicado a sua decisão há algum tempo ao proprietário do SSC, Aurelio de Laurentiis: «Comuniquei a minha decisão ao presidente há algumas semanas. Mas ele disse-me que Nápoles continuaria a ser a minha casa, caso eu mudasse de ideias até ao final da época.» Mas o treinador não o fez.
Virá Allegri?
O que se segue agora? Desde que a Squadra Azzurra voltou a falhar a qualificação para o Mundial (1-4 nos penáltis da repescagem na Bósnia) e a subsequente demissão de Gennaro Gattuso, Conte tem sido associado a um segundo mandato como treinador da seleção nacional. Algo que o próprio treinador tinha alimentado há algum tempo: «Se eu fosse presidente da federação, consideraria a minha própria candidatura.»
Entretanto, no Vesúvio, Massimiliano Allegri é visto como o grande favorito do patrão De Laurentiis, que recentemente não vendeu o seu clube apesar de uma oferta de dois mil milhões de euros. O atual treinador do Milan está a ser alvo de críticas nos Rossoneri.






