domingo, julho 5, 2026
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A queda continua: AS Monaco excluído das ligas profissionais francesas

O campeão francês AS Monaco não obteve autorização para participar na primeira e segunda divisões da liga profissional de basquetebol devido às suas dificuldades financeiras. Foi essa a decisão da autoridade de supervisão financeira da Ligue Nationale de Basket (LNB).

Como motivos foram apontadas a falta de garantias suficientes «quanto à viabilidade económica do clube para a próxima época», bem como o estado do processo de aquisição.

O Mónaco, antigo clube do alemão Daniel Theis, campeão mundial e europeu, tinha conquistado o título pela terceira vez apenas a 23 de junho. No ano anterior, o clube ainda tinha perdido a final da EuroLiga contra o Fenerbahçe Istambul. Theis, cuja saída tinha sido anunciada no início da semana, está prestes a transferir-se para o ASVEL Lyon-Villeurbanne. Com Mike James e Matthew Strazel, outros jogadores importantes já abandonaram o clube.

O AS tinha recebido recentemente um empréstimo do Estado monegasco para garantir a sua sobrevivência, mas estava obrigado a reembolsar todos os fundos até 30 de junho. A 19 de junho, um administrador judicial nomeado pelo tribunal declarou que, na situação atual, o clube não parece estar em condições de saldar as dívidas. Segundo relatos da imprensa, estas ascenderiam a 25 milhões de euros. Está marcada uma nova audiência para 10 de julho.

Sanções da UE contra os proprietários do Mónaco como fator desencadeante

O clube do Principado deverá interpor recurso contra esta decisão junto da comissão de recurso da Federação Francesa de Basquetebol. Para a época 2026/27 da EuroLiga, o Mónaco já tinha sido substituído pelo Besiktas de Istambul e rebaixado para a EuroCopa, a segunda divisão. Ainda não é claro quais serão as consequências da exclusão nacional para a participação internacional do Mónaco.

O Mónaco encontra-se há meses em graves dificuldades financeiras. Para além do não pagamento ou do atraso no pagamento dos salários aos jogadores, o clube também deixou de pagar as contribuições para a segurança social durante vários meses. A falta de liquidez deve-se às sanções da UE contra o proprietário e presidente Alekszej Fedoricsev, que recusou vender a equipa.

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