terça-feira, junho 23, 2026
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Pódio exclusivamente britânico em Barcelona: quantas vezes já houve pódios com pilotos de um único país

Em Barcelona, três britânicos subiram ao pódio: Lewis Hamilton, George Russell e Lando Norris. Foi o primeiro pódio «mononacional» em 43 anos

Lewis Hamilton (Ferrari), George Russell (Mercedes) e Lando Norris (McLaren) proporcionaram, na corrida de Fórmula 1 em Barcelona, um facto estatístico que não se verificava há 43 anos: os três pilotos no pódio eram todos do mesmo país — neste caso, o Reino Unido.

Na verdade, temos de recuar até ao ano de 1983 para ver um pódio inteiramente composto por pilotos de uma mesma nação: na altura, três franceses — Patrick Tambay, Alain Prost e René Arnoux — subiram ao pódio na corrida de Imola.

Na nossa galeria de fotos, queremos dar uma vista de olhos a outros casos em que se verificou um «clean sweep» no pódio. Spoiler: a Alemanha ainda não conseguiu isso.

No total, apenas três nações conseguiram alcançar esta particularidade estatística; quatro, se considerarmos um artifício burocrático: a Indy 500, que costuma distorcer as estatísticas da Fórmula 1 dos anos anteriores.

Esta prova fez oficialmente parte do Campeonato Mundial de Automobilismo entre 1950 e 1960, mas, na verdade, não havia nenhum piloto «verdadeiro» de Fórmula 1 na grelha de partida. Mais ainda: na altura, o pelotão era, regra geral, composto APENAS por americanos. Não é de admirar que, em todos os anos em que a corrida contou para o Campeonato do Mundo, apenas americanos tenham ocupado o pódio.

Se ajustarmos as estatísticas para excluir estas corridas exclusivamente em circuitos ovais, o clube exclusivo dos triplos vencedores reduz-se drasticamente — de 29 para 18.

Para além do «caldeirão» de Indianápolis, foram historicamente três nações, em particular, que dominaram a Fórmula 1 de forma tão avassaladora em certas fases que não restava lugar no pódio para o resto do mundo: Itália, França e Grã-Bretanha.

Nos primórdios da Fórmula 1, a Itália era a superpotência incontestável — pelo menos quando o craque argentino Juan Manuel Fangio deixava alguma hipótese aos outros. São também os italianos que estão na origem de outra curiosidade estatística no que diz respeito aos lugares no pódio, pois na final da época em Monza, em 1950, chegaram a ser quatro os italianos entre os três primeiros.

A solução do enigma: Alberto Ascari sofreu uma avaria no motor do seu próprio Ferrari. No entanto, de acordo com o regulamento da época, foi-lhe permitido assumir o comando do carro do seu companheiro de equipa, Dorino Serafini. Ascari levou o carro até ao segundo lugar, atrás de Farina. A consequência lógica: Ascari e Serafini foram ambos classificados em segundo lugar e partilharam fraternalmente os pontos.

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