segunda-feira, agosto 24, 2026
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Veni, vidi, Espi! A estreia de sonho do «Joselu Júnior»

O grande talento Carlos Espi salvou o Real Madrid no início da época. As estrelas, por sua vez, decepcionaram na sua maioria na estreia do antigo e novo treinador José Mourinho — ou limitaram-se a assistir.

As aliterações nem sempre têm de fazer sentido. O importante é que encaixem, pelo menos de alguma forma. O que, no caso de Carlos Espi, é sem dúvida o que acontece. Chegou do Levante por «apenas» 25 milhões de euros, entrou em campo (embora só tenha sido substituído aos 80 minutos do jogo de estreia do Real Madrid contra o Espanyol de Barcelona) — e venceu. Pois, no último minuto do tempo regulamentar, marcou com inteligência e frieza o 2:1 para os «Reais». Veni, vidi, vici, precisamente. Ou em «neo-espanhol»: veni, vidi, Espi.

O novo e antigo treinador do Real, José Mourinho, não se limitou a comemorar em campo com e pelo avançado central de 21 anos, que na época passada já tinha marcado onze golos em 25 jogos do campeonato pelo Levante — e agora, em poucos minutos, na sua estreia oficial pelo Real. Mourinho, de regresso ao banco dos madrilenos após 13 anos: «É um tipo divertido, afinal, vivemos atualmente juntos na Cidade Desportiva de Valdebebas.»

Só para se ter uma ideia: quando Mourinho assumiu o seu primeiro mandato no Real, em 2010, Espi era uma criança de cinco anos. Se, neste contexto, os 25 milhões de euros de transferência são muitos ou poucos, fica por decidir. O que é notável, em qualquer caso, é esta constelação de circunstâncias.

No domingo, o jogador foi apresentado oficialmente pelo presidente Florentino Pérez. Mourinho: «Que maneira de ser apresentado, logo a seguir a um golo da vitória. Ele está a viver um sonho, mas trabalha incrivelmente duro para isso.» Também o experiente guarda-redes Thibaut Courtois afirma: «É impressionante como ele se impõe nos treinos contra grandes nomes como o Antonio Rüdiger ou o Ibrahima Konaté; ele é uma fera, chamamos-lhe Joselu Júnior.»

Já agora, o atacante esguio de 1,94 metros é considerado o legítimo sucessor do lendário Joselu, que outrora jogou de forma pouco espetacular na Alemanha pelo Hoffenheim, Frankfurt e Hannover, mas que, na época de 2023/24, marcou 17 golos pelo Real em 49 jogos oficiais, sendo os mais memoráveis os dois que selaram o 2-1 na segunda mão das meias-finais da Liga dos Campeões contra o Bayern de Munique, quando — tal como agora o Espi — entrou em campo cerca de dez minutos antes do final e virou o jogo. O Real conquistou então, na final contra o Dortmund, a 15.ª e, até hoje, última coroa real.

Mbappé e Vinicius Júnior revelaram velhos problemas

O Real ainda está muito longe disso, mesmo com Espi. Não só porque a época acabou de começar, mas também porque, mesmo sob o comando de Mourinho, a equipa mal evoluiu em comparação com a época de 2025/26, em que não conquistou nenhum título. Como de costume, Kylian Mbappé e Vinicius Júnior participam apenas com relutância na contrapressão, o que Mourinho comentou com uma diplomacia rara: «Para pressionar da forma como eu imagino, ainda nos faltam muitos quilómetros de treino.»

Como de costume, faltou também no meio-campo um organizador do calibre de um Toni Kroos, algo que o recém-contratado Bernardo Silva, que no sistema 4-2-3-1 de Mourinho jogou ao lado de Fede Valverde na dupla de meio-campistas defensivos, não conseguiu, pelo menos inicialmente, proporcionar. Arda Güler foi um dos melhores, deu a assistência para o golo de abertura de Jude Bellingham, mas, tal como na época passada, foi o primeiro a ser substituído. Algo totalmente incompreensível. E, como de costume, a defesa falhou no golo sofrido, tendo sido preferidos na zaga central Dean Huijsen e a nova aquisição do Liverpool, o ex-jogador do Leipzig Konaté. O veterano Antonio Rüdiger, por sua vez, assistiu ao jogo a partir do banco, depois de, aparentemente, ter sentido dores no joelho antes do jogo.

No final, jogaram os seis novos reforços: Denzel Dumfries (vindo do Inter), Konaté, Silva, o campeão do mundo Marc Cucurella (vindo do Chelsea), Espi e o ex-jogador do Leipzig Yan Diomande (que entrou aos 60 minutos no lugar de Güler). Mas, para além do golo de Espi, o que ficou na memória foi sobretudo a ausência do campeão do mundo Rodri, que, a seu pedido, preferiu trocar o Manchester City pelo Barça. Pois era exatamente de um jogador assim que se precisava.

Mourinho encerrou o capítulo da seguinte forma: «O Rodri teria sido a cereja no topo do bolo, mas não teremos problemas mesmo sem ele.»

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