quinta-feira, junho 25, 2026
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Controvérsia sobre os prémios monetários também em Wimbledon

Já no Open de França, alguns jogadores e jogadoras tinham interrompido as entrevistas ao fim de 15 minutos.

A controvérsia sobre os prémios monetários continua também no clássico torneio de relva de Wimbledon.

Assim, alguns tenistas profissionais pretendem, na primeira semana do Grand Slam no sudoeste de Londres, limitar a 15 minutos as suas obrigações mediáticas acordadas contratualmente, para protestarem contra o que consideram ser uma distribuição injusta das receitas. É o que se depreende de um comunicado publicado na quarta-feira pelos representantes dos jogadores e jogadoras.

No Open de França, a ação limitou-se apenas ao dia dedicado à imprensa antes do início do torneio. «Após consultas aprofundadas com os jogadores e jogadoras de ambos os circuitos, os seus representantes informaram por escrito a direção de Wimbledon sobre a ação planeada, tendo saudado o aumento de 20 por cento nos prémios monetários em comparação com a última edição do torneio», lia-se no comunicado.

Wimbledon aumenta prémios

Os organizadores de Wimbledon tinham anunciado, há algumas semanas, um aumento significativo dos prémios. No total, o vencedor do Open de França, Alexander Zverev, e os seus colegas disputarão, a partir de 29 de junho na Church Road, um prémio total de 64,2 milhões de libras (cerca de 74,3 milhões de euros). Isto corresponde a um aumento de 20 por cento em relação ao ano anterior.

«Para nós, é claro que os jogadores continuarão a partilhar do sucesso de Wimbledon à medida que o torneio cresce», afirmou Deborah Jevans, presidente do All England Lawn Tennis Club.

O anúncio foi descrito como uma «declaração de intenções significativa», segundo se afirma agora no novo comunicado; no entanto, os jogadores e jogadoras salientaram que isto ainda não corresponde aos 16 por cento das receitas do torneio que exigem este ano de todos os Grand Slams.

Os 15 minutos pretendem refletir «que Wimbledon paga atualmente pouco menos de 15 por cento das receitas como prémios em dinheiro».

Ações de protesto já no Open de França

Além disso, os profissionais recordaram que, no verão passado, tinham proposto aumentar o prémio total de Wimbledon para este ano para 71 milhões de libras (cerca de 82 milhões de euros).

No Open de França, cerca de vinte jogadores e jogadoras, entre os quais os números um do ranking mundial Jannik Sinner e Aryna Sabalenka, aderiram à iniciativa.

«Tem de haver justiça para com os jogadores. Não só para com o número um ou os três primeiros do mundo, mas também para com aqueles que ocupam o 250.º lugar do ranking mundial», afirmou Zverev na sua conferência de imprensa antes do evento no Bois de Boulogne.

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