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Uruguai empata com a Inglaterra e não consegue vencer

Só na reta final do amistoso entre Inglaterra e Uruguai é que as coisas realmente começaram a engrenar. O foco estava em Ben White, que primeiro colocou os Três Leões à frente e depois sofreu um pênalti no final da partida.

A Inglaterra tinha passado pelas eliminatórias para a Copa do Mundo com oito vitórias e sem sofrer nenhum gol, reforçando seu status de co-favorita para a final na América do Norte. O técnico Thomas Tuchel convocou 35 jogadores para o início da nova campanha internacional – por um lado, para dar descanso a jogadores consagrados como Rice, Bellingham e Kane e, por outro, para testar novas caras. Um novo elenco começou contra o Uruguai, com o goleiro do Man City Trafford entre as traves pela primeira vez, o estreante Garner no meio-campo e Solanke como substituto de Kane.

Os Três Leões assumiram imediatamente o comando contra os bicampeões mundiais, liderados pelo recentemente brilhante Valverde, e foram dominantes com a bola. No entanto, a falta de familiaridade era óbvia e o jogo ofensivo da Inglaterra era, na maioria das vezes, demasiado estático. Apenas a presso alta dos anfitries permitiu que eles tivessem um chute a gol, com Araujo, do Barca, desviando o nico chute de Madueke para os braos de seu goleiro Muslera (19′).

O Uruguai foi o seu habitual veneno contra a bola. No entanto, a Celeste pouco se esforçava ofensivamente, com Canobbio a disparar os dois únicos remates à baliza sem contestação (27, 45+5). Sem nada vindo dos Três Leões além de uma cabeçada inofensiva de Solanke (29′), um amistoso cansado foi para o intervalo sem nenhum gol.

Calvert-Lewin falha miseravelmente

O segundo tempo começou com uma entrada feia de Araújo (50), que teve sorte de ele e Foden, que sofreu a falta, conseguirem permanecer em campo. Piquerez teve de ser retirado de campo com uma lesão no tornozelo para o Uruguai, enquanto Madueke deixou o campo atordoado para os Três Leões. Outra contuso teria sido realmente suprflua.

Em contrapartida, pouco acontecia em campo, nenhuma das seleções teve chances durante muito tempo e a fluidez do jogo foi ainda mais prejudicada pelas muitas mudanças. Apenas Palmer deu algum fôlego aos Leões, com um livre perfeito que Calvert-Lewin teve de empurrar para a baliza à queima-roupa. O joker cabeceou para fora sem qualquer pressão do seu adversário (71′).

Hui branco na frente, pfui na defesa

Na fase final, as atenções voltaram-se para um homem que já tinha sido objeto de muita conversa na véspera do jogo: Ben White. Thomas Tuchel preferiu o zagueiro a Alexander-Arnold e explicou detalhadamente sua decisão. Agora era o substituto White, que bateu um escanteio na área sobre a linha para dar à Inglaterra a liderança e comemorar seu primeiro gol internacional (81′).

A Inglaterra parecia certa de vencer, mas o Uruguai teve mais uma chance na frente do gol. Também aqui, White interveio de forma decisiva, batendo no tornozelo de Vinas após este ter falhado um remate à queima-roupa. Valverde converteu a grande penalidade, que foi atribuída após intervenção do VAR, para empatar o jogo (90.+4). A estrela do Real quase virou o jogo de cabeça para baixo no sétimo minuto dos descontos, mas Maguire bloqueou e salvou o empate. Um jogo que provavelmente ensinou algumas lições a Thomas Tuchel para o Campeonato do Mundo.

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