Em todo o mundo, Lionel Messi é aclamado como um dos melhores futebolistas da história. É claro que esta admiração é mais forte no seu país natal, a Argentina, onde foi organizada uma homenagem especial após a sua retirada da seleção nacional.
Campeão do Mundo em 2022, 207 jogos pela Albiceleste e 125 golos: são incontáveis os superlativos para o jogador com mais jogos e capitão da seleção argentina, Lionel Messi. No entanto, após 21 anos, anunciou o fim da sua carreira na seleção nacional, o que levou a Federação Argentina de Futebol (AFA) a organizar uma homenagem especial.
«Fica determinado que, na próxima jornada de todas as categorias de todos os desportos (futebol, futsal e futebol de praia), tanto no masculino como no feminino, o jogo seja interrompido aos 10 minutos da primeira parte», reza um comunicado oficial inequívoco da AFA dirigido aos clubes. Seguir-se-á então, durante um minuto, uma salva de palmas e outras formas de homenagem, como bandeiras ou cânticos, em reconhecimento à carreira de Messi na seleção argentina.
O icónico número 10
O 10.º minuto não é, naturalmente, uma coincidência: Messi usou este número icónico durante grande parte do seu tempo na Albiceleste. O jogador, hoje com 39 anos, assumiu-o em março de 2009, ao substituir Juan Román Riquelme, após este se ter retirado da seleção nacional.
Mas a euforia, os aplausos e os cânticos aos 10 minutos, tal como aconteceu pela primeira vez na Copa Argentina, no confronto entre o CA Vélez Sarsfield e o Boca Juniors (3-4 nos penáltis), não são tudo. Está também previsto que um vídeo seja exibido em todos os «estádios que disponham de ecrãs, antes do início dos jogos». Uma grande homenagem a um jogador que o país admira não só no plano desportivo como um dos seus maiores.
Messi tinha anunciado o fim da carreira numa publicação no Instagram após «matura reflexão», depois de já se ter reformado uma vez em 2016, mas ter regressado posteriormente. Seguiu-se o seu maior triunfo com a camisola da seleção nacional: a conquista do Mundial de 2022.
Mais recentemente, em julho, chegou pela terceira vez à final do Mundial com a Argentina, mas, como se sabe, perdeu por 0-1 contra a Espanha no prolongamento. Já nessa altura, as lágrimas após o jogo deixavam supor que aquele seria provavelmente o último jogo de «La Pulga» na Albiceleste.

