Enquanto treinador, Filipe Luís só se tinha dado a conhecer até agora no Brasil. Agora, ruma pela primeira vez à Europa, para o AS Mónaco — clube que também pretende superar alguns obstáculos em prol do treinador de 40 anos.
O mandato de Sébastien Pocognoli, sucessor de Hütter, acabou por não ser propriamente longo. Dirigiu a equipa do AS Mónaco em apenas 38 jogos oficiais. Agora, os monegascos encontraram um sucessor cujo nome já circulava há algum tempo pelo Principado. Filipe Luís chega do Brasil ao clube da Ligue 1 e assina, inicialmente, um contrato de dois anos, até 2028.
O treinador de 40 anos, que enquanto jogador atuou na Europa principalmente pelo Atlético de Madrid e conquistou com o clube duas vezes a Liga Europa, uma vez o campeonato espanhol e uma vez a Supertaça, traz até agora apenas a experiência de uma passagem como treinador no seu país natal, o Brasil. Desde outubro de 2024 que treinava o Flamengo, do Rio de Janeiro, e conquistou um total de cinco títulos — entre os quais a Taça Libertadores no ano passado. A sua passagem de sucesso valeu-lhe, em 2025, o prémio de Treinador Sul-Americano do Ano.
No entanto, pouco depois de uma vitória convincente por 8-0 sobre o Madureira, no início de março, o clube da Copacabana despediu-se do seu treinador, que passou a ser associado a vários clubes europeus. Assim, tanto o Chelsea FC como o Bayer 04 Leverkusen, da Bundesliga, manifestaram interesse em Filipe Luís. Como é sabido, ambos acabaram por optar por outras alternativas: Xabi Alonso e Carles Martinez.
O problema da licença persiste
O Bayer 04, por exemplo, acabou por desistir do brasileiro principalmente porque este não possui uma licença UEFA Pro. Se o Mónaco não obtiver uma autorização especial, o clube terá de pagar uma multa em cada jornada. Esta pode ascender a até 25 000 euros. Embora a sua atual licença da CONMEBOL também fosse reconhecida se Filipe Luís já tivesse exercido funções de treinador principal durante três anos, tal não é o caso. No entanto, o clube não se pronunciou inicialmente sobre este assunto durante a apresentação.
Sem transferências internacionais
O jogador que disputou 44 jogos pela seleção brasileira deverá agora voltar a colocar os monegascos no caminho certo. Na época de 2023/24, a equipa terminou em 3.º lugar sob o comando do treinador Adi Hütter, qualificando-se assim para a Liga dos Campeões. Na época seguinte, porém, não conseguiu repetir esses resultados, foi eliminada da Liga dos Campeões logo na fase de play-offs e terminou apenas em 7.º lugar na Ligue 1. Com isso, os monegascos perderam a oportunidade de disputar competições internacionais.
O próprio Filipe Luís mostra-se, naturalmente, eufórico perante este novo desafio: «Estou entusiasmado e muito feliz por estar aqui. É como se um sonho se estivesse a tornar realidade. Para mim, foi uma decisão fácil vir para o Mónaco. Acho que o projeto do clube e o apoio que me deram mostraram-me que o Mónaco me queria mesmo. Isso aqueceu-me o coração e deu-me aquilo de que eu precisava.»
A AS Mónaco inicia, aliás, a nova época a 22 de agosto com um jogo fora de casa frente ao AC Le Havre. Antes disso, já a 9 de agosto, está agendado um jogo de preparação de alto nível frente ao FC Liverpool.

