A suspensão por cartão vermelho imposta a Folarin Balogun, posteriormente suspensa com condicional, desencadeou o maior debate do Mundial. O único responsável por isso terá sido Mohammad Al-Kamali, presidente da Comissão Disciplinar da Federação Internacional de Futebol.
Antes do oitavo de final do Mundial entre os anfitriões, os EUA, e a Bélgica, os aspetos desportivos passaram, em grande parte, para segundo plano. Em vez disso, a suspensão do cartão vermelho do avançado norte-americano Folarin Balogun dominou a cobertura prévia do jogo. Enquanto a decisão da FIFA causou indignação em muitos — incluindo a UEFA e a Bélgica, adversária dos EUA —, o presidente dos EUA, Trump, agradeceu. O próprio Trump, de 80 anos, tinha ligado ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, e pedido uma revisão. Na sua opinião, o pontapé de Balogun no tornozelo do adversário Tarik Muharemovic «nem sequer tinha sido uma falta».
Embora Infantino tenha negado qualquer tipo de interferência, a Comissão Disciplinar da FIFA analisou a jogada e, em seguida, invocando o artigo 27.º (que estipula que «fica ao critério da Comissão Disciplinar da FIFA suspender a aplicação de medidas disciplinares, desde que estas não digam respeito à manipulação de jogos — o que, naturalmente, não era o caso aqui.») a suspensão condicional.
Segundo uma notícia publicada pelo jornal britânico «The Times», esta decisão não foi tomada em conjunto pelo colégio de 18 membros, mas apenas pelo seu presidente, Mohammad Al-Kamali. Normalmente, em decisões importantes, três membros da comissão tomam a decisão em conjunto. No entanto, não é invulgar que um membro da comissão tome uma decisão «por conta própria». Contudo, Al-Kamali parece nunca ter atuado como único decisor no passado recente. O responsável dos Emirados Árabes Unidos já tinha justificado a suspensão revogada na passada segunda-feira, quando publicou uma declaração com 13 pontos.
Balogun não ajudou a sua equipa nos oitavos-de-final
De qualquer forma, a participação de Balogun não teve impacto no que se passou em campo. Pois mesmo com o seu melhor marcador (três golos), os norte-americanos perderam por 1-4 contra a Bélgica. O jogador de 25 anos apresentou, nessa ocasião, a sua pior exibição do torneio.

