Ícone do site Sports of the Day

Pressão de tempo na procura de um treinador: a Itália também está em negociações com Ancelotti

A procura por um novo treinador da seleção italiana ganha ritmo. Entretanto, já se realizaram conversações não só com Pep Guardiola, mas também com o treinador do Brasil, Carlo Ancelotti.

Embora o ex-treinador da Azzurra já tenha, há um mês, um novo cargo na Lazio de Roma, o mundo do futebol italiano continua à espera do sucessor de Gennaro Gattuso. O facto de apenas se registarem pequenos avanços deve-se, no entanto, também a isto: em Itália, pensa-se em grande.

«O ideal seria nomear um treinador dentro de uma semana — mas ainda mais importante é esperar pela pessoa que realmente queremos», afirmou Paolo Maldini, o novo diretor técnico da Federação Italiana de Futebol (FIGC). Quem ele quer já não é segredo: Pep Guardiola seria a solução ideal; o espanhol está, entretanto, sem clube após a sua passagem pelo Manchester City. «Estamos sob pressão de tempo», confirmou Maldini, mas, no caso de Guardiola, «ainda não há novidades».

O que é novo, por outro lado, é mais um nome que está a ser cogitado em Itália. «Também falámos com Ancelotti», explicou Maldini. No entanto, o italiano ocupa o cargo de treinador da seleção brasileira desde o verão de 2025. No Mundial, viveu uma desilusão com a Seleção, tendo a campanha terminado logo nos oitavos de final, contra a Noruega (1-2). O contrato do treinador de longa data do Real Madrid estende-se até ao Mundial de 2030, mas perguntar não custa nada, afirmou Maldini, em essência. «Pareceu-nos certo começar pelos melhores do mundo, mas a sua disponibilidade ainda tem de ser esclarecida.»

Daqui a dois meses, a Itália volta a entrar em campo

Mas também o presidente da federação, Giovanni Malago, sabe que o tempo está a esgotar-se. Já a 25 de setembro está marcado o primeiro jogo internacional na Liga das Nações contra a Bélgica, quartos-de-finalista do Mundial, e três dias depois a Itália defronta a Turquia. No caso de Guardiola, isso pode vir a ser um problema. O treinador de 55 anos anunciou, na verdade, que pretendia fazer uma pausa mais longa. Por outro lado, nunca escondeu a sua paixão pela Itália. Não foi por acaso que Guardiola jogou no AS Roma e no Brescia Calcio durante a sua carreira de jogador.

De acordo com Malago, o novo treinador deverá assumir funções «o mais rapidamente possível», mas, ao mesmo tempo, «os nossos objetivos» terão de ser claramente definidos. «Queremos colmatar a diferença em relação às outras seleções nacionais, isso é óbvio», acrescentou o presidente da FIGC.

Sair da versão mobile