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Perez reflete sobre o fim da carreira: Fernando é diferente dos outros

Sergio Perez fala sobre o fim iminente da carreira, mas antes disso ainda quer ajudar a Cadillac durante mais algumas épocas — Será que daqui a três anos é o fim?

Sergio Perez prevê ainda alguns anos na sua carreira na Fórmula 1, durante os quais pretende continuar a desenvolver o projeto da Cadillac, mas já está a pensar na sua própria «data de validade»: «É claro que não tenho tempo para sempre», afirma o piloto de 36 anos no podcast «Beyond the Grid», referindo «talvez três anos» como prazo.

Depois de ter deixado a Red Bull no final da época de 2024, Perez fez uma pausa de um ano e regressou à Fórmula 1 nesta época com a nova equipa da Cadillac. Mesmo que, neste momento, esteja apenas a ficar para trás, quer ver «como o projeto evolui».

Por isso, o piloto de 36 anos ainda vai dar-se algum tempo na categoria rainha, mesmo sabendo que o fim da sua carreira ativa se aproxima cada vez mais: «Acho que há uma certa idade a partir da qual se começa a perder rendimento», diz o mexicano, não se referindo necessariamente ao declínio físico.

«Acho que é a motivação interior. É a vontade — e vê-se de fora, quando não se está sentado no carro, o quanto se pensa nos engenheiros e no carro», afirma Pérez. «Quando se afasta e começa a pensar cada vez menos nisso, esse é o primeiro sinal de alerta, diria eu. A motivação vai-se esmorando.»

Enquanto jovem piloto, por outro lado, os pensamentos girariam apenas em torno de como seguir em frente, como se pode conduzir melhor e que técnicas se podem utilizar. Com a idade, no entanto, isso iria diminuindo cada vez mais.

Fernando Alonso ainda tem garra

No entanto, a idade em que isso acontece varia de piloto para piloto, como se pode ver no caso de Fernando Alonso. «Talvez ainda vejamos o Fernando até aos 60 anos», ri Perez. «Ele continua a conduzir a um nível extremamente elevado. Mas acho que o Fernando é diferente.»

«Ele ainda tem aquele motor interior dentro de si. Dá para ver nele: sempre que surge uma oportunidade, sempre que há algo que ele possa aproveitar, ele ainda tem aquela garra.»

No entanto, na opinião de Pérez, pôr um ponto final na carreira está longe de ser fácil: «Acho que é extremamente difícil para um piloto admitir que já chega, que já não se é tão competitivo como se gostaria ou se esperava», afirma. «Mas, no final, é preciso ser muito honesto consigo mesmo e estar grato — em relação à criança que, outrora, deu início a tudo isto.»

«É preciso ser capaz de dizer: sabes que mais, está na hora de fazer outra coisa.»

Na Cadillac, «mais do que apenas um piloto»

E, para o piloto da Cadillac, esse momento já não está muito longe: «Tenho um grande respeito pelo que o Fernando conquistou neste desporto e pela motivação que ele tem. Para mim, porém, não vai demorar muito mais tempo, porque quero fazer outras coisas fora da Fórmula 1», esclarece ele.

No entanto, ainda tem uma missão na Cadillac que lhe dá muito prazer, uma vez que se sente «mais do que apenas um piloto» nesta equipa recém-chegada, porque pode construir a equipa a partir do zero e definir o rumo a seguir.

«É claro que quero ganhar campeonatos e competir na frente. Mas, se não tiver essa oportunidade, a Cadillac é algo que me motiva imenso», sublinha. «Poucos pilotos têm essa oportunidade na carreira, e é a primeira vez que isso me acontece.»

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