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Nas pegadas da lenda: Bruno Guimarães aproxima-se de Zico e Tostão

Na vitória por 2-1 sobre o Japão, já no final do jogo, nas oitavas de final, Bruno Guimarães foi uma das figuras-chave da seleção brasileira. O médio deu a assistência para o golo da vitória de Gabriel Martinelli e conta agora com quatro assistências neste torneio. O mesmo número que duas lendas do futebol brasileiro. Faltam apenas duas assistências ao jogador de 28 anos para igualar o recorde de Pelé no Mundial de 1970.

Carlo Ancelotti é conhecido por ter jeito para lidar com os seus jogadores. E foi assim que, no primeiro estágio da seleção brasileira sob a sua orientação, em junho de 2025, fez a seguinte pergunta a Bruno Guimaraes: «Em que posição preferes jogar?» A partir daí, o médio do Newcastle United soube que, sob o comando do italiano, lhe caberia um papel importante.

Mais liberdade sob o comando de Ancelotti

Pode-se afirmar, com toda a razão, que Ancelotti reescreveu a história de Bruno Guimaraes na Seleção: ele passou de um jogador a quem muitas vezes se acusava de passar despercebido com a camisola brasileira para a força motriz do atual meio-campo. Nos oitavos-de-final contra o Japão, Bruno Guimarães teve um papel decisivo no sucesso da equipa — com a sua assistência a Gabriel Martinelli, que marcou o golo da vitória por 2-1.

Com quatro assistências, Bruno Guimarães é o segundo melhor assistente neste Mundial, atrás de Michael Olise (cinco). E ainda mais notável: com quatro assistências pelo Brasil, ele igualou agora as duas lendas Zico (no torneio de 1982, em Espanha) e Tostão (em 1970, no México). Na Seleção, só Pelé conseguiu mais, com seis assistências no Mundial de 1970. «Ele sincroniza na perfeição as suas entradas na área», diz Zico sobre Bruno Guimarães, «está sempre na posição certa e tem a calma necessária para ver o colega melhor posicionado para rematar.»

Nos seus clubes, o jogador de 28 anos, que joga no Newcastle desde janeiro de 2022, sempre foi importante. No entanto, durante muito tempo não conseguiu reproduzir essa forma também na seleção nacional. Isso mudou — e deve-o a Ancelotti. Sob o comando do italiano, Bruno Guimarães já não tem de manter a sua posição de forma tão rígida e desfruta de mais liberdade no jogo ofensivo. As estatísticas sublinham esta evolução: desde o Mundial de 2022 no Catar, ele fez nove assistências com a camisola da Seleção, sete das quais sob o comando de Ancelotti.

O Arsenal está de olho nele

Não é de admirar, portanto, que Ancelotti considere este Bruno Guimaraes uma figura central. «O Bruno é incrivelmente consistente», afirma Ancelotti sobre o jogador que, no torneio do Catar, ainda era suplente. «Hoje sou um jogador muito mais completo do que há quatro anos», reconhece Bruno Guimaraes.

É também essa a opinião de Mikel Arteta, treinador do FC Arsenal, que gostaria de trazer o médio para o clube campeão inglês. Mas, por enquanto, o que se avizinha é o confronto dos oitavos-de-final contra a Noruega. E, para Bruno Guimarães, a busca pelo recorde de assistências do ícone do futebol brasileiro, o grande Pelé.

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