Na quinta-feira, a La Liga divulgou os limites salariais para a época 2026/27 e, consequentemente, o montante que cada equipa pode gastar com o seu plantel. O Real Madrid, verdadeiro Creso, voltou a aumentar a sua vantagem, enquanto o FC Barcelona reduziu a diferença — porque uma «obra» foi concluída, no sentido mais literal da palavra.
Os limites máximos de custos com o plantel, geralmente conhecidos como limites salariais, determinam quanto cada clube pode gastar com o seu plantel em relação às suas receitas, despesas e dívidas. Mais uma vez, o Real Madrid está muito à frente nesta área: o limite dos «Blancos» subiu de 761 milhões de euros nas duas últimas janelas de transferências para o valor recorde de 832 milhões de euros. Os «Blancos» aproveitaram as poupanças do ano anterior para aumentar o seu limite; de acordo com as regras, é possível aumentar até 25 por cento.
O Barcelona conseguiu, no entanto, reduzir um pouco a distância em relação ao Real. O limite de despesas ascende agora a 582 milhões de euros, em comparação com os 432 milhões de euros da última janela de transferências de inverno. Este aumento deve-se, entre outros fatores, ao regresso ao Camp Nou, o que gerou mais receitas. Além disso, de acordo com um relatório do jornal «Marca», os custos fixos tornaram-se mais estáveis e foi possível reduzir as perdas. De acordo com os documentos relativos ao exercício fiscal de 2025/26, que já terminou, foram geradas receitas operacionais no valor de 1,06 mil milhões de euros, o que representa um novo recorde do clube. No entanto, a dívida bruta continua a situar-se nos 910 milhões de euros.
O Atlético no pódio – o FC Sevilha na última posição
O 3.º lugar é ocupado pelo Atlético de Madrid, que melhorou de 336 milhões para 361 milhões de euros. O último lugar é, mais uma vez, ocupado pelo outrora clube de topo FC Sevilha; os andaluzes, em dificuldades financeiras, têm o teto salarial mais baixo, de 20 milhões de euros — até quatro equipas da Segunda Divisão espanhola estão em melhor situação. O início de época do Sevilha é, por isso, ainda mais notável, com sete pontos nos primeiros quatro jogos.
Na liderança da segunda divisão, com uma vantagem considerável, encontram-se os rebaixados Girona e Maiorca (35 e 34 milhões de euros, respetivamente), seguidos pelo Leganés e pelo Oviedo (ambos com 20,7 milhões de euros). O Almeria, que durante muito tempo beneficiou de um grupo de investidores, agora inativo, liderado por Turki Al-Sheikh, da Arábia Saudita, ocupa agora a última posição, com apenas 3,9 milhões de euros.

