A forma de Maverick Viñales está a melhorar após uma lesão – Como o seu treinador Jorge Lorenzo e o diretor da equipa Tech3, Nicolas Goyon, veem a situação
Os recentes progressos de Maverick Viñales estão novamente a gerar notícias positivas no paddock do MotoGP. Tanto o seu treinador de desempenho, Jorge Lorenzo, como Nicolas Goyon, diretor da equipa Tech3, concordam que o espanhol se apresenta significativamente mais estável, tanto física como mentalmente.
Após um longo período de lesões, um ponto foi decisivo: a condição física. Agora, Vinales pode voltar a pilotar com total confiança.
Lorenzo parece realmente aliviado após os testes em Sepang. «Especialmente depois de ele ter acordado no segundo dia e mostrado que o ombro está bem após um dia intenso de MotoGP», diz o ex-piloto em entrevista ao MotoGP.com.
O facto de Vinales ter acordado na manhã seguinte sem sentir qualquer problema no ombro é considerado por Lorenzo como uma libertação: «Sem saúde, sem aptidão física, não se pode ser rápido. Por isso, é um grande alívio para ele e para a equipa. Ele estará 100% apto para pilotar a moto.»
Lorenzo: Viñales deve ser o número 1 na KTM
Em retrospetiva, Lorenzo compreende bem a frustração do seu piloto durante a longa pausa forçada. «Isso já me aconteceu muitas vezes. Você está a pilotar uma moto de MotoGP, tudo parece estar a correr bem, o futuro parece promissor e, no momento seguinte, você se lesiona e tem que esperar dois, três, cinco, seis meses.»
Na MotoGP, tudo pode mudar num instante. Mas, apesar dos contratempos, Lorenzo acredita que Viñales pode recuperar a sua posição.
«Ele era o piloto mais forte da KTM até se lesionar e acredito que, mesmo que Pedro [Acosta] seja muito forte e não seja fácil, ele pode conseguir novamente. É nisso que estamos a trabalhar», enfatiza o espanhol. O objetivo é claro: Viñales deve voltar a ser o número um entre os pilotos da KTM.
Lorenzo sabe como esse projeto é ambicioso. Acosta traz consigo uma energia enorme e muito talento. «Mas Maverick tem velocidade pura e talento.» Se conseguir encontrar a sensação de condução certa, a configuração correta e a convicção total, ele poderá vencer Acosta — e «lutar pela vitória em algumas corridas».
Goyon: Viñales está novamente feliz e rápido
O diretor da equipa, Goyon, também descreve uma evolução claramente positiva. Há muito tempo que não via Viñales tão feliz e fisicamente tão forte na moto. Especialmente depois de a temporada passada ter sido tão difícil.
Após a lesão, o espanhol fez várias tentativas de regresso, mas sempre lhe faltou a força necessária. Ele conduzia sem conseguir realmente desfrutar.
«Sabemos que era mais a moto que conduzia Maverick do que o contrário», descreve Goyon esta fase. Nestas condições, não é possível conduzir uma moto de MotoGP de forma ideal. Por isso, o inverno foi dedicado inteiramente à recuperação. Viñales dedicou conscientemente tempo para isso.
Paralelamente, começou a colaboração com Jorge Lorenzo. Segundo Goyon, a nova constelação proporcionou um impulso adicional e uma nova motivação. «Ambos trabalham muito arduamente juntos.» Assim, Viñales completou muitas voltas em pistas de treino especiais durante o inverno e chegou aos testes muito bem preparado.
«A sua condição física é muito boa. Segundo ele, é a primeira vez desde Sachsenring que volta a correr a 100%. São realmente boas notícias e acredito que ele está a gostar. Sabemos que um piloto feliz é um piloto rápido.»
Para muitos observadores, é surpreendente a presença de Lorenzo no box da KTM. No entanto, Goyon explica que a colaboração está a desenvolver-se organicamente. «Conhecemos o Jorge há muito tempo, especialmente na Tech3, como parceiro da Yamaha. Conhecemo-nos muito bem», salienta Goyon, descrevendo em que medida apoia Viñales. «Ele aconselha o Maverick sobre a posição na moto, a posição na pista, as linhas, enquanto a equipa trabalha na garagem como de costume.»
Ainda estamos a descobrir como tirar o máximo partido da colaboração, diz Goyon. Mas o início é promissor. «Estamos todos a trabalhar juntos para melhorar a configuração. Até agora está a correr bem, mas é apenas o começo», diz Goyon.

