Ícone do site Sports of the Day

Após a saída de Xabi Alonso: Real é humilhado na Taça contra equipa da segunda divisão

Nas oitavas de final da Copa del Rey, o Real Madrid sofreu uma derrota embaraçosa contra o Albacete Balompié, da segunda divisão, após a demissão do treinador Xabi Alonso.

Poucos dias após a decepcionante derrota por 2 a 3 na final da Supercopa contra o FC Barcelona, o Real Madrid continuou em outra competição da taça: na Copa del Rey, enfrentou o Albacete Balompie, da segunda divisão, que havia eliminado o Celta Vigo, da primeira divisão, nas oitavas de final.

Após a demissão de Xabi Alonso, o ex-jogador do Real Álvaro Arbeloa assumiu o comando e fez seis alterações: Lunin, Fran Garcia, Arda Güler, Mastantuono, Jiménez e Cestero, de 19 anos, começaram no lugar de Courtois, Carreras, Camavinga, Rodrygo, Tchouameni e Bellingham.

Os anfitriões não contaram com Vallejo, que esteve muitos anos sob contrato com os merengues, devido a uma lesão.

Real tem dificuldades

O Real assumiu o controlo desde o início, mas os madrilenos tiveram enormes dificuldades em chegar à baliza de Raul Lizoain. Os merengues tentaram de longe, mas a primeira tentativa de Valverde não encontrou o caminho para o golo (6′). No entanto, o Albacete também agiu com coragem e conseguiu finalizações em contra-ataques rápidos, mas tanto José Carlos (12′) como Bernabeu (32′) mandaram a bola longe da baliza adversária. Como Arda Güler (42′) e Mastantuono (40′) não finalizaram bem os ataques em posições promissoras, tudo indicava um empate sem golos no intervalo. Mas não foi assim para o Albacete: os anfitriões passaram à frente do placar com um golo de Javi Villar, que cabeceou a bola sob a trave após um canto e transformou o Estádio Caros Belmonte num manicómio (42′). Mas o Real empatou ainda antes do intervalo, com Mastantuono a empurrar a bola para dentro da baliza de perto (45’+3).

Albacete completa a sensação

O segundo tempo começou exatamente onde o primeiro havia terminado. O Real começou pressionando, mas a pressão durou tão pouco quanto havia começado. O Albacete encontrou na contra-ataque rápida uma arma eficaz contra os madrilenos, que, porém, conseguiram passar pela defesa adversária em raras ocasiões: primeiro, Gonzalo perdeu uma chance de cabeça (68′), depois Vinicius teve um remate bloqueado (73′). E assim o Albacete sentiu o cheiro de sangue: enquanto o time da segunda divisão desperdiçava mais uma chance dupla, Carvajal e Gonzalez involuntariamente colocaram a bola nos pés de Betancor Sanchez, que acertou Lunin na área com um voleio (82′).

O Albacete passou a jogar na defensiva, enquanto o Madrid foi para cima. E isso valeu a pena, pois nos quatro minutos de acréscimo, Gonzalo cabeceou para empatar (90’+1). Então, prolongamento? Nada disso. Como o Madrid, ao que parecia, queria evitar o prolongamento a todo o custo e continuava a avançar, abriram-se espaços na defesa, que Betancor Sanchez voltou a aproveitar: o avançado foi lançado a partir da sua própria metade do campo. Ao chegar à área, Carvajal bloqueou o seu primeiro remate, mas o segundo, um chute no canto longo, passou pelo defesa e por Lunin, indo para o fundo da rede e levando o Estádio Carlos Belmonte ao delírio. Como os anfitriões também conseguiram resistir a um último passe longo, a sensação estava completa: o Albacete, da segunda divisão, eliminou o Real Madrid da taça.

Para o Albacete, após uma noite de festa provavelmente sem dormir, a normalidade volta às 18h30 de domingo, contra o FC Cádiz. O Real Madrid joga um dia antes, às 14h, contra o Levante UD, e está sob forte pressão devido à sua série de derrotas.

Sair da versão mobile