O Aston Villa encontrou um novo patrocinador para a camisola a partir da época de 2026/27: segundo a imprensa britânica, «Visit Rwanda» figurará no peito dos Villans. A parceria traz muito dinheiro ao clube de Birmingham — mas, ao que parece, também muitas críticas.
Segundo o Birmingham Mail, o Aston Villa assinou um contrato de longo prazo com a «Visit Rwanda», que deverá render 20 milhões de libras esterlinas (cerca de 23,5 milhões de euros) por época. O logótipo estará presente na camisola dos «Villans» a partir da época de 2026/27.
«Visit Rwanda» é uma campanha de imagem do país da África Oriental, o Ruanda, liderada pelo «Rwanda Development Board» (RDB). O objetivo da campanha é estabelecer o país como destino turístico internacional, bem como atrair investimento estrangeiro para o país. Existem parcerias, em particular, com clubes de futebol, atualmente com o Paris Saint-Germain, o Atlético de Madrid e também o Bayern de Munique.
O Bayern restringiu a parceria — o Arsenal pôs fim ao patrocínio
No entanto, após críticas veementes, o clube alemão com mais títulos restringiu a parceria. Também o campeão inglês, o Arsenal, promovia a «Visit Rwanda» desde 2018, mas pôs fim ao patrocínio no final da época passada, na sequência de protestos intensos por parte dos adeptos. Mas a «Visit Rwanda» também celebrou contratos com equipas da NBA (Los Angeles Clippers) e da NFL (Los Angeles Rams).
A campanha de imagem «Visit Rwanda» enfrenta críticas veementes. Uma das acusações é que, com este patrocínio, se estão a desperdiçar milhões de fundos públicos que, no próprio Ruanda — onde grande parte da população vive abaixo do limiar da pobreza —, seriam mais bem empregues nas áreas das infraestruturas e da educação.
Igualmente grave é a acusação de que o governo está a praticar «sportwashing» através da campanha. ONG internacionais como a «Human Rights Watch» criticam que o envolvimento no mundo do desporto internacional tenha como objetivo desviar a atenção das irregularidades internas. O Ruanda é repetidamente alvo de críticas a nível internacional devido à falta de respeito pelos direitos humanos; entre outras coisas, alegam-se que direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, não estão garantidos, e que os opositores políticos do governo do presidente de longa data Paul Kagame teriam sido sistematicamente reprimidos. Além disso, o Ruanda é acusado de apoiar o grupo rebelde M23 na vizinha República Democrática do Congo, impedindo assim a pacificação dos conflitos militares na zona fronteiriça com o Ruanda e o Uganda.
Proibição de publicidade a empresas de jogos de azar
Até à época de 2025/26, o nome da operadora de apostas desportivas «Betano» figurava nas camisolas do Aston Villa. Em abril de 2023, porém, os clubes da Premier League decidiram banir a publicidade a jogos de azar da parte da frente das suas camisolas.
O Aston Villa vem de uma das épocas mais bem-sucedidas da história recente do clube: Os «Villans» terminaram a Premier League em quarto lugar, garantindo assim a sua participação na Liga dos Campeões de 2026/27. Além disso, venceram a final da Liga Europa por 3-0 contra o SC Freiburg, conquistando assim o seu primeiro título internacional em 25 anos. Em 2001, o Aston Villa triunfou na então UI-Cup.

